Após paralisação de um dia, servidores do INSS realizam assembleias para tratar de possível greve

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Após da paralisação desta quarta-feira, 8, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram ao trabalho em todo o país e estão realizando assembleias estaduais, com objetivo de trazer a Plenária Nacional da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) um posicionamento sobre uma possível greve. 

Segundo a Federação, a principal motivação para a paralisação foi a edição de duas portarias que extinguiram a jornada de 30 horas para os servidores que trabalham no atendimento ao público. Historicamente, os servidores sempre cumpriram a jornada de 6 horas diárias, desde antes da criação do INSS, em 1990. Outra pauta levantada pelo grupo é a defasagem dos salários, que não são reajustados há cerca de pelo menos três anos.

A Fenasps ressaltou, ainda, que desde 2018 mais de 10 mil servidores se aposentaram e não houve reposição desse quadro. Eles alegam que entre 2018 e 2021, apenas 68 servidores foram integrados no quadro do INSS.

“Diferente gestões tentaram, sem sucesso, implantar alternativas para o déficit de servidores: digitalização (INSS Digital), metas de desempenho, bônus salarial, convocação de militares. Todas falharam, e a fila de requerimentos ultrapassa 1,8 milhão de processos atualmente. Saiu a fila que dobra o quarteirão, e agora temos a fila virtual, que possui processos na “nuvem” aguardando há mais de 12 meses sem solução”, explicou o órgão.

Ainda segundo a Federação, esse contexto gerou exaustão aos servidores, que têm metas cada vez maiores. “Apesar de muitas agências terem fechado, há casos de servidores trabalhando até 12 horas para dar conta dos processos, que são complexos, ainda mais se considerando as alterações na lei previdenciária provocadas pela reforma da Previdência (2019). Muitos estão trabalhando à noite e nos finais de semana”, reforçou a nota.

“Além disso, os servidores terão que abandonar o teletrabalho e retornar às APS, obrigatoriamente, com exceção apenas aos maiores de 60 anos. Para aqueles que realizam atendimento, devem cumprir as 2h adicionais em trabalhos internos, que requerem absoluta atenção, o que é uma tarefa e tanto após 6h de atendimento intenso ao público”, concluiu o texto. 

Nesta sexta-feira, os servidores têm uma nova reunião marcada com o presidente do INSS, Leonardo Rolim, para tratar sobre os assuntos levantados.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: O Dia

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