Artigo – Crise Econômica e Social

Opinião

Artigo de Amauri Perusso, presidente da Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil – FENASTC.

 

Nosso País está numa profunda crise econômica e social, com milhões de desempregados, subempregados e desalentados. Estamos produzindo 94% de bens e serviços, em comparação com 2014. Crescimento do PIB de 1,1%, em 2019, é miserável, diante das potencialidades do Brasil.

Estamos vivendo próximos de um estado de exceção. Com um Presidente da República irresponsável. E um Ministro da economia que não sabe o que fazer.

Cresce a desigualdade e aumenta a concentração de renda. Os mais ricos, e dentre estes o setor financeiro, tomam o dinheiro do povo e agregam nas suas fortunas. A indústria nacional segue em queda e em fechamento.

O Governo e o Congresso aprovam leis e políticas que conduzem para mais desemprego e desesperança.

A Emenda Constitucional 95/16 destina 20 anos de prioridade ao pagamento de juros e amortização da dívida.

As Contrarreformas trabalhista e previdenciária punem os mais pobres e a classe trabalhadora.

Juntem-se a isso, as operações compromissadas (compra de sobra de caixa dos bancos e o swap cambial). A economia está paralisada. Estamos dilapidando as reservas em dólares, do País.

Tudo isso, antes da pandemia de Coronavírus.

Em 2019 o Governo Federal investiu R$ 16 bilhões. Gastou de Juros da Dívida = R$ 285 bilhões e Amortização da Dívida e Refinanciamento = R$ 751 bilhões.

A previsão na Lei Orçamentária Anual – LOA/2020, para o pagamento do SERVIÇO DA DÍVIDA é de R$ 1,555 trilhão. Um crescimento no PAGAMENTO DO SERVIÇO DA DÍVIDA em mais de R$ 500 bilhões em relação a 2019.

Nossa Constituição Federal de 1988, no seu preâmbulo assegura “a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos”. O atual modelo hegemônico de enriquecimento do capital financeiro – e dos muito ricos à custa de vidas humanas -, fracassa e é contestado como destruidor do processo civilizatório, em jornadas históricas, na América Latina e no mundo todo.

Pense, em como estaremos ao final da crise sanitária e humanitária?

Se não podemos nos reunir nas ruas, vamos atuar e protestar de outras formas. Dia 18 de março abra sua janela para o mundo!

 

Artigo de Amauri Perusso, presidente da Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil – FENASTC

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