Bolsonaro: “Todo mundo perdeu poder aquisitivo, exceto servidor público”

No Governo, Serviço Público

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (11) que o funcionalismo público é a única categoria que não perdeu poder aquisitivo em meio à pandemia do novo coronavírus.

Bolsonaro comentava o projeto de lei, aprovado pelo Congresso Nacional, que estabelece uma ajuda financeira a estados e municípios durante a pandemia, condicionando a congelamento de salários até o fim de 2021. Pelo texto aprovado, que está à espera de sanção presidencial, uma série de categorias segue com possibilidade de receber aumentos, como profissionais da segurança pública, da saúde e da educação.

O presidente explicava porque deve vetar as imunidades ao congelamento concedidas no Congresso.

“Quando se fala em servidor público a tendência do ano corrente é ter deflação. Todo mundo vai ter perda de poder aquisitivo, exceto o servidor público. A tendência é perder o poder aquisitivo (a gente tá perdendo) e, perdendo o poder aquisitivo, a inflação cai. Entra em deflação”, disse no início da noite no Palácio do Alvorada.

Bolsonaro, no entanto, disse que a categoria de servidores públicos, em sua grande maioria, é “consciente” e sabe que não haverá recursos para pagar os funcionários caso a economia não se recupere em um cenário pós-pandemia.

“O servidor público, grande maioria é consciente e sabe que se a economia não recuperar, não vai ter dinheiro para pagá-los. Não adianta ter um contracheque bonito, e vai no banco e não tem dinheiro. Essa crise pegou o mundo todo, e o Brasil não ficou livre disso”, acrescentou.

Questionado sobre quando irá sancionar a proposta, Bolsonaro disse que há a possibilidade da medida ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (13). Ele ainda afirmou que a equipe econômica está trabalhando na questão dos vetos do projeto.

“Conversei com o Paulo Guedes de manhã. A economia está trabalhando na questão dos vetos. Vamos atender em 100% o Paulo Guedes. Teve alguns pedidos que não foram aceitos. Teve pedido de tempo, daria pra sancionar ou vetar hoje, houve um pedido por parte de alguns governadores para passar para quarta-feira a sanção ou o veto. A princípio, não quer dizer que vai ser atendido, nós vamos talvez quarta-feira decidir o veto”, disse.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: Metrópoles

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