Estudo da Enap mostra que 51 mil servidores federais terão que ser recolocados no futuro

Carreira, Pelo País, Serviço Público

Uma pesquisa realizada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que 51 mil servidores do Executivo federal precisarão passar por treinamentos para serem realocados no futuro, pois ocupam atualmente funções que deverão ser automatizadas. O número representa 8,5% dos atuais 600 mil funcionários em atividade.

Em entrevista ao Estadão, o presidente da Enap, Diogo Costa, afirmou que esses servidores precisarão ser reaproveitados dentro da própria estrutura pública, pois ainda estão longe de se aposentar.

De acordo com o estudo, 232 mil dos atuais servidores devem se aposentar entre 2030 e 2035. Desse total, 53 mil funções devem ser extintas, em razão da automatização. Com isso, sobrariam 179 mil postos, que poderiam ser parcialmente preenchidos com esses 51 mil profissionais.

A Enap e a Secretaria de Gestão de Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia realizaram ao longo dos últimos meses estudos para definir as competências necessárias para os servidores públicos, e especificamente, para aqueles em cargos de liderança.

Para chegar à definição das competências, a Enap realizou levantamento com 10 países e mapeou mais de 60 competências. Elas foram adaptadas ao cenário brasileiro e trazem as habilidades, conhecimentos e atitudes esperados de um profissional para obter um setor público de alto desempenho. 

Segundo Diogo Costa, esse passo irá orientar a estratégia de capacitação de pessoas pelos órgãos para que o serviço público brasileiro atenda às demandas de um Estado mais ágil, eficiente, que resulte em valor à sociedade e se alinhe às melhores práticas internacionais. 

As sete competências que todo servidor público deverá desenvolver são resolução de problemas com base em dados; foco nos resultados para os cidadãos; mentalidade digital; comunicação; trabalho em equipe; orientação por valores éticos e visão sistêmica.

Para cargos de liderança, são exigidas ainda competências como visão de futuro; inovação e mudança; comunicação estratégica; geração de valor para o usuário; gestão de crises; gestão para resultados; coordenação e colaboração em rede; engajamento de pessoas e equipes; autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: Extra

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