Mulheres com dificuldade para engravidar voltam a contar com tratamento gratuito no Hmib, em Brasília

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Suspenso há 7 meses, por causa da pandemia no novo coronavírus, o serviço de reprodução assistida do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) está voltando a funcionar, segundo informou a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, nesta terça-feira (20). O tratamento para mulheres com dificuldade de engravidar é todo feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o hospital público, “a equipe da Unidade de Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica do Hmib já em está em contato com os mais de 6 mil casais que estão na fila de espera por atendimento e agendando as consultas com os especialistas da unidade”.

O serviço existe há 22 anos e soma mais de 400 nascimentos. “De mais de 4 mil tratamentos efetivamente realizados, a taxa de sucesso chega a alcançar 30% dos casos”, aponta a Secretaria de Saúde do DF.

Nos países europeus, segundo a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, a média de sucesso é em torno de 36%. No Brasil, em mulheres com idade entre 36 e 38 anos as taxas ficam em torno de 35% e acima dos 40 anos elas tendem a diminuir, ficando entre 5% e 15%.

Conforme a diretora do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida (Cepra) do Hmib, Rosaly Rulli, a unidade representa o maior atendimento do hospital. O serviço – que é gratuito – conta com várias áreas que incluem fertilização assistida, endocrinologia e endoscopia ginecológica, além de assistentes sociais e psicólogos.

“Nosso serviço não é só produtor de bebês. É um realizador de sonhos, de vidas”, diz a diretora.

Cuidados durante pandemia

A Secretaria de Saúde explica que para a retomada do serviço foram definidas medidas de segurança para reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus. “Laboratórios e espaços de consultas foram higienizados e desinfectados. Além disso, foi feita a medição do pH das incubadoras que guardam os embriões congelados e iniciada a preparação das pacientes para retomar todo o ciclo do tratamento, que pode levar meses”, diz a pasta.

Como se inscrever para o serviço

Para ter acesso ao serviço, o primeiro passo para os casais é procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais perto do local onde a pessoa mora e agendar uma consulta com a equipe de Saúde da Família, explica a secretaria. “Os profissionais da equipe irão encaminhar os pacientes para consulta com um ginecologista e, de lá, serão direcionados para o hospital da região onde serão atendidos por uma equipe multiprofissional”, diz a pasta.

Passadas essas etapas, haverá o encaminhamento para a Unidade de Reprodução Humana do Hmib.

A inscrição na fila de espera acontece na primeira consulta ou no retorno à unidade após apresentação dos resultados de exames solicitados. Depois disso, a paciente receberá do médico um papel de encaminhamento solicitando o retorno.

Tratamento de Inseminação Intrauterina e tratamento de fertilização in vitro

Para ser inscrita na fila de espera do tratamento de Inseminação Intrauterina (IIU), a mulher deve ter até 35 anos de idade e pelo menos 5 folículos ovarianos. Pacientes com endometriose profunda não serão inscritas, assim como aquelas que tiverem 36 anos ou mais.

Já para ser inscrita na fila de espera para o tratamento de fertilização in vitro (FIV) a mulher deve ter até 36 anos de idade e pelo menos 5 folículos ovarianos. Pacientes com 37 anos ou mais não serão inscritas. A previsão é que os ciclos de FIV só reiniciem em janeiro 2021.

O Hmib oferece no máximo duas tentativas de IIU e duas de FIV. Na consulta em que o médico inserir o casal na fila, dependendo dos critérios clínicos e de idade, eles poderão ser inscritos nas duas filas, ou só na fila de FIV.

“Uma vez realizada a fertilização in vitro, o casal não poderá ser novamente inscrito nas filas”, diz o hospital.

O Hmib é um dos poucos hospitais públicos do Brasil que possui o serviço de reprodução humana assistida voltada à atenção integral da saúde reprodutiva do casal infértil. “Apenas os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul têm locais com características semelhantes à do Hmib”, aponta a Secretaria de Saúde.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: G1

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