Na contramão do governo federal, prefeituras começam a reduzir salário de servidores

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Enquanto o ministro Paulo Guedes defende a manutenção dos salários de servidores federais para evitar efeito deflacionário da economia, prefeituras de alguns estados vão na direção contrária e começam a reduzir os vencimentos do funcionalismo. Em São Paulo, a prefeitura de Jundiaí, a 58 quilômetros da capital, anunciou neste final de semana corte de até 30% nos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e secretários Adjuntos. Os vereadores terão redução de 30% nos vencimentos. A economia será de mais de R$ 5 milhões ao mês.

As reduções salariais anunciadas serão formalizadas em Projeto de Lei que será encaminhado para a Câmara Municipal votar. Mas segundo o vereador Faouaz Taha, presidente da Câmara, a medida já tem a concordância dos 19 parlamentares.

Outros servidores da prefeitura em cargos comissionados terão reduções entre 5% e 10%. Na Câmara, a economia esperada é de R$ 3 milhões mensais.

Em pronunciamento, o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, informou que a procura por serviços de saúde de pacientes com problemas respiratórios cresceu em 129% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo ele, 46% dos leitos dos hospitais da cidade estão reservados para tratamento de casos suspeitos ou confirmados para Covid-19, e que 38% dos equipamentos, como respiradores e ventiladores, também já estão em uso.

O prefeito pediu o apoio da população para que se evite sair às ruas, desestimulando inclusive a prática de atividades ao ar livre que possam gerar aglomerações.

— Criamos um comitê de crise no início de março e não fizemos um lockdown total na economia, para manutenção do emprego e da renda dos trabalhadores – disse Machado.

A prefeitura de Viana, no Espírito Santo, reduziu, na semana passada, a carga horária de trabalho de 40 para 30 horas de seus 380 servidores comissionados, além de 25% dos seus salários como medida para enfrentar a queda de receita por conta do coronavírus.

Projeto de autoria do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), que tramita na Câmara dos Deputados, prevê uma redução escalonada do salário de todos os servidores públicos federais.

Segundo a proposta, haveria uma redução nos salários do funcionalismo público, na seguinte proporção: zero para aqueles que ganham até R$ 5 mil mensais;10% para quem ganha até R$ 10 mil mensais; mínimo de 20% a máximo de 50% para quem ganha acima de R$ 10 mil mensais. Ficariam de fora os profissionais das áreas da saúde e da segurança pública e a lei teria abrangência somente enquanto durar o estado de calamidade pública.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: O Globo

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