Nova Zelândia vai distribuir absorventes em escolas públicas

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A Nova Zelândia vai distribuir absorventes gratuitamente nas escolas públicas do país a partir de 2021. Um comunicado no site do governo da primeira-ministra Jacinda Ardern explica que os produtos serão primeiro distribuídos em escolas de Waikato, uma região no norte do país e, no ano que vem, serão distribuídos em todas as escolas públicas.

Para decidir onde lançar a iniciativa, o governo neo-zelandês identificou as escolas com maior concentração de vulnerabilidade socio-econômica, para assegurar que o programa chegue primeiro a quem mais precisa.

“Sabemos que cerca de 95 mil garotas, entre 9 e 18 anos, ficam em casa durante a menstruação porque não podem pagar pelos absorventes. Distribuindo-os gratuitamente, apoiamos essas jovens para que continuem sua educação”, disse a primeira-ministra Jacinda Ardern, cujo governo tem um plano de reduzir à metade a pobreza infantil no país.

Julie Anne Genter, Ministra das Mulheres, manifestou gratidão aos pesquisadores e ativistas que encontram as pessoas que não conseguem pagar pelos produtos para o período menstrual.

“A menstruação é um fato para a metade da população. Acessar esses produtos é uma necessidade, não um luxo. Queremos que todas as pessoas tenham acesso à educação e às coisas de que precisam para viver uma vida boa. Estou contente que este governo está encontrando maneiras de ajudar crianças e jovens em um momento em que toda ajuda extra é importante”, disse Genter.

O projeto contra a pobreza menstrual da Nova Zelândia segue iniciativa similar do Reino Unido. Em fevereiro de 2019, uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha descobriu que mais de um quarto das mulheres faltaram ao trabalho ou à escola porque não podiam pagar por produtos como absorventes íntimos externos ou internos, coletores ou calcinhas absorventes. No início de 2020, o governo britânico lançou um programa de distribuição desses produtos em escolas e universidades, uma tentativa de combater a pobreza menstrual e acabar com o estigma em torno da menstruação.

Em maio, uma pesquisa da organização Plan International revelou que três em cada dez meninas tinham dificuldade em conseguir absorventes durante o lockdown.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: O Globo

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