Protesto contra a reforma administrativa tem adesão de servidores em mais de 20 estados

Ações, Carreira, Pelo País, Serviço Público

Servidores públicos municipais, estaduais e da União participam hoje, dia 18 de agosto, da mobilização nacional em protesto à reforma administrativa (PEC 32), que modifica o RH do país. O movimento ocorre em mais de 20 estados, apontam as centrais sindicais. Em algumas regiões as atividades começaram já pela manhã, mas os atos ganham força a partir do fim da tarde. Na capital fluminense, por exemplo, as categorias se reúnem a partir de 16h na Candelária

O funcionalismo federal comunicou a realização de greve de 24 horas ao Ministério da Economia, informou a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). No Rio, professores e demais servidores das redes de ensino estadual, da capital e de outras cidades também decidiram pela paralisação de um dia. Os comunicados também foram enviados pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) às respectivas secretarias.

PONTAPÉ PARA OUTROS ATOS

Para o diretor da Condsef e integrante do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), Rogério Expedito, o movimento desta quarta-feira marca uma série de atos que “vão pressionar os parlamentares indecisos e favoráveis à PEC 32”. 

“Nossa avaliação é de que vai ter uma grande repercussão com a adesão das categorias e dos trabalhadores em geral, pois o movimento diz respeito à questão dos trabalhadores. Hoje, (o ato) acontecerá no Brasil inteiro. A gente começa com uma pressão muito grande em cima dos parlamentares indecisos e daqueles a favor da reforma. Também vamos começar a fazer inserções nas redes sociais, mostrando esses parlamentares. ‘Se votar, não volta’: é isso que mostraremos a eles”, diz.

‘REFORMA ACABA COM A CARREIRA PÚBLICA’

Coordenadora do Sepe, Izabel Costa afirma que, apesar da pandemia e da variante Delta do coronavírus, os servidores não tiveram outra alternativa, e por isso estão indo às ruas protestar contra as medidas previstas no texto. 

“Os servidores não têm outra saída, estamos indo às ruas mantendo todos os protocolos da melhor forma possível nos nosso atos, mantendo o distanciamento. Os sindicatos estão levando máscaras, álcool em gel… Porque nós estamos em um processo de resistência, essa reforma do governo Bolsonaro não pode passar”, ressalta Izabel. 

“Primeiro, porque a reforma acaba com a carreira do servidor público. Significa nosso país regredir a uma condição de funcionários fantasmas, que são indicados, regredindo naquilo que a gente conseguiu, que foi o concurso público. Em segundo lugar, representa a precarização dos serviços públicos oferecidos à população, especialmente nas áreas de Saúde e Educação, que necessitam de  um corpo de funcionários estáveis. Somos nós que garantimos esse serviço à sociedade, quando muitas vezes o governo não garante os investimentos”, conclui.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: O Dia

Leia também!

I Encontro de Lideranças de Carreiras Públicas do SUS foi realizado

No dia 24 de maio de 2022 ocorreu o evento live "I Encontro de Lideranças de Carreiras Públicas do

Read More...

Transição Energética foi tema de evento realizado pela Agência Servidores

Mas afinal, o que falta para o Brasil estar acelerado de fato na transição energética ?  Esse foi o

Read More...

Reforma tributária: Sindireceita acompanha leitura de novo relatório da PEC 110 no Senado

O diretor de Assuntos Parlamentares do Sindireceita, Sergio Castro acompanhou, na manhã desta quarta-feira, dia 23, na Comissão de

Read More...

Mobile Sliding Menu