Reforma da Previdência do funcionalismo público de SP é aprovada sob tumulto e protestos

Serviço Público

59 deputados votaram favoráveis ao projeto de lei. Eram necessários 57 votos. Confusão deixou ao menos vinte servidores da educação feridos, segundo parlamentares da oposição.

A Reforma da Previdência dos servidores estaduais de São Paulo foi aprovada em segunda votação na manhã desta terça-feira (3) com 59 votos a favor e 32 contra. O passo seguinte será a votação do Projeto de Lei Complementar (PLC), que ainda pode trazer algumas alterações no texto aprovado.

A mudança não precisa de sanção do governador João Doria (PSDB), pois o texto do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) veio do Executivo. A previsão é a de que o PLC seja votado na quarta-feira (4).

O Projeto de Lei Complementar estabelece as regras da previdência. Um dos pontos de discussão é com relação ao desconto. Pelo projeto atual, o desconto é de 14%, mas ele pode vir de forma escalonada (11% para os menores salários e 19% para os maiores).

“Nós vamos ver o no que a gente consegue discutir e fazer o mesmo enfrentamento no PLC, que o PLC será a norma regulamentadora para os futuros aposentados do estado de São Paulo”, disse o líder do Partido dos Trabalhadores, Teonilio Barba.

Durante a votação da PEC nesta terça (3) foi registrada confusão entre policiais militares e funcionários públicos. Manifestantes ficaram feridos por balas de borracha e parlamentares também foram atingidos por spray de pimenta.

A assessoria de imprensa da Alesp ainda não contabilizou o prejuízo, mas afirma que diversas portas, janelas, vidros, cadeiras foram depredadas pelos manifestantes durante a confusão.

A deputada estadual Professora Bebel (PT), ligada ao Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) disse que pelo menos vinte servidores da educação ficaram feridos na ação da polícia.

O presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB), afirmou que a ação da polícia foi correta e que um pequeno grupo de ‘black blocks’ atrapalhou a manifestação legítima dos servidores ao tentar entrar no plenário.

“Os manifestantes vieram aqui de maneira legítima colocar suas posições, sejam elas contrárias ou favoráveis à reforma. Assistiram o palco de uma depredação por parte de alguns poucos ‘black blocks’ e alguns vândalos que acabaram se juntando aos blocks que quebraram muitas coisas dentro da sede do poder legislativo. A Polícia Militar agiu corretamente na maneira de garantir a ordem e o direito democrático dos parlamentares de fazerem e realizarem o seu voto”, afirmou Macris.

Bebel negou que os professores tenham depredado o prédio, como justifica a presidência da casa ao ser questionada sobre o uso da força pela Polícia Militar dentro Alesp.

“Os professores não estavam armados, eles estavam assistindo à votação dentro da sala. A própria polícia causou isso atirando”, declarou a parlamentar.

 

Fonte – G1 –

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