Secretaria de Integridade do Rio de Janeiro projeta para fevereiro canal de denúncia para servidores

Ações, No Governo

Com um mês desde a sua criação, a Secretaria Municipal de Governo e Integridade Pública do Rio de Janeiro promete avanços práticos a partir de fevereiro. Apesar de a subsecretaria ainda estar em processo de montagem de seu quadro, o secretário Marcelo Calero garante que haverá novidades de transparência e também está programada a abertura dos canais para que servidores possam denunciar suspeita de corrupção, com proteção e anonimato.

“Nas próximas semanas veremos avanços práticos. As agendas do prefeito e dos secretários passarão a ser públicas e o questionário de integridade passará a ser online para todos os funcionários responderem. Uma das ideias para fevereiro é ativar canais para que os servidores possam fazer denúncias. O que nos cabe é dar essa garantia de que a Prefeitura zela pela integridade e dará o respaldo para que a denúncia seja feita com segurança”, explicou o secretário Marcelo Calero, que não tem prazo para o lançamento do Portal de Transparência.

“É uma das mais complexas que temos, provavelmente entregaremos no segundo semestre”, completa.

As medidas fazem parte do programa Rio Integridade, criado em 1º de janeiro e serão implantadas gradativamente para evitar casos de corrupção, com gestão de dados para detectar irregularidades ou ilegalidade. O questionário para o alto escalão está em vigor, mas algumas situações passaram batidas na análise e criaram saia-justa na pasta.

O então secretário de Habitação, Fabio Dalmasso Coutinho já tinha sido condenado em um processo sem mais recurso e só pediu exoneração após denúncia da TV Globo. E o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, contratou o marido da cunhada como chefe de gabinete.

“Sobre o secretário de Habitação, estávamos com análise pendente porque naquele momento não tínhamos pessoal na subsecretaria. Eventualmente nos depararíamos com essa questão e teríamos que tomar uma decisão. Em relação à Ordem Pública, o que houve foi uma interpretação em relação à legislação federal. Não houve má fé. Haverá outras falhas, tá? Estamos aprimorando. Mas o importante é que existe o papel de controle social, inclusive pela imprensa, para chamar a atenção em casos que eventualmente passem da nossa parte”, defendeu-se.

Parentes de aliados

O secretário também falou sobre a nomeação de parentes de políticos aliados na prefeitura. São os casos de Stephanie Pazuello, filha do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com cargo em comissão de Saúde; e Caius Garcia Rocha, irmão de criação do governador em exercício, Cláudio Castro, e renomeado justamente para a secretaria de Integridade. Os dois já fizeram parte da gestão de Marcelo Crivella.

“As regras de integridade são claras, como conflito de interesse e nepotismo, e não podemos fazer com que se adequem a casos específicos. As pessoas têm as qualificações. Na medida em que a gente consegue enxergar que a nomeação está de acordo com as regras, não há razão para que não aconteça se foi de forma transparente e republicana”, completou.

Marcelo Calero (Cidadania) pediu exoneração do cargo na sexta-feira para reassumir seu lugar de deputado federal em Brasília e participar da votação para presidente da Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (1). Ele votará em Baleia Rossi (MDB-SP) e retorna à secretaria na quarta.

Relatório de comissões em até 60 dias

Na última semana, o Diário Oficial publicou a formação das comissões preliminares de investigação sobre o “QG da Propina”, os “Guardiões de Crivella” e irregularidades na compra de materiais hospitalares e do hospital de campanha do Riocentro na gestão passada. O relatório deve ser entregue em 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30.

“A partir delas a gente determina novos procedimentos ou não. Estamos na fase de coleta de documentos e escuta de servidores. Queremos saber a verdade e precisamos de bastante critério”, disse o secretário.

Calero visitou o almoxarifado da Secretaria de Saúde, em Caxias, e constatou as irregularidades apontadas pelo secretário da pasta, Daniel Soranz. São mais de R$ 90 milhões em equipamentos encaixotados e cerca de 230 mil frascos de álcool em gel vencidos desde outubro.

Em breve, os secretários devem entregar os relatórios com o pente-fino de suas pastas.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: O Dia

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