Servidores do Ibama denunciam problemas em gestão de superintendente regional do RJ

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Servidores do Ibama ouvidos pelo RJ2, da Rede Globo, denunciaram problemas na gestão do contra-almirante da reserva da Marinha Alexandre Augusto Dias da Cruz. Entre eles estão denúncias de problemas estruturais na sede, impunidade em infrações ambientais, entre outros.

Os problemas na superintendência do Ibama no Rio vão além do abandono do centro de tratamento de Seropédica, na Baixada Fluminense, onde mais de 600 animais silvestres morreram nos últimos quatro meses.

Na própria sede do Ibama na Praça XV, no Centro do Rio, há uma obra inacabada na fachada do prédio. Dentro, infiltrações, buracos no teto, tubulações, fiação à mostra e a coleta do lixo também foi suspensa.

“Não existe um contrato de limpeza desde o início do ano, ele venceu no ano passado, fizeram um emergencial para ter tempo para elaborar um contrato definitivo, mas isso não foi feito. Então estamos sem contrato. Temos um cenário onde os próprios trabalhadores que vão lá estão retirando seu próprio lixo. Então há proliferando ratos, um cenário de completo abandono”, afirmou o presidente do Asibama, Bruno Teixeira.

Um membro do Ibama que preferiu não se identificar denunciou o assédio moral do superintendente contra-almirante.

“A gestão do atual superintendente tem sido baseada em um autoritarismo muito forte, com alguns casos de assédio e constante ameaça via documento formal”, disse ele.

Outro problema é a paralisação dos processos por crimes ambientais. O superintendente Alexandre Dias da Cruz estaria retardando o julgamento dos autos de infração ambiental no Estado do Rio. Dependendo do tempo de espera, as multas podem prescrever.

“Permanece uma impunidade muito grande. Quando chega a decisão e precisa do julgamento do superintendente, fica completamente parado. Não tem decisão saindo. Não tem sequência do processo e atravanca toda parte da infração”, afirmou o funcionário.

Os servidores também denunciam a equipe escolhida pelo superintendente.

“O que vem acontecendo desde o início da gestão do almirante é que ele vem trocando secretários experientes e substituindo por pessoas alheias à administração. A gente suspeita que tenham proximidade com o superintendente, que tenham servido na marinha”, disse o presidente do Asibama.

Os assessores mais próximos do contra-almirante não seriam da área ambiental.

“Boa parte dos funcionários terceirizados que dão apoio direto ao superintendente foram demitidos e foram colocados militares, ex-militares, principalmente da marinha, para serem assessores”, disse a pessoa que não quis se identificar.

O RJ2 tentou contato com o superintendente do Ibama no Rio, mas ele não foi encontrado.

Alexandre Dias da Cruz está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF). Até o momento, nenhum inquérito foi aberto oficialmente.

O RJ2 pediu ainda um posicionamento do Ibama, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta reportagem.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: G1

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