Servidores do Ibama estimam que área desmatada na Amazônia pode aumentar 28% em 2020

No Governo, Pelo País

Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alertam para a intensificação do desmatamento na Amazônia e estimam que a área pode chegar 13 mil km² neste ano, um aumento de 28% em relação a 2019 e 72% em relação a 2018. A projeção é baseada em dados do Deter, Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real.

Em uma manifestação técnica, os servidores destacam que a questão ambiental detém significativa relevância estratégica para o Brasil, relatam preocupação com o desmonte da política e estruturas de proteção ambiental e cobram providências dos responsáveis. O documento foi encaminhado ao presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, ao Conselho Nacional da Amazônia, Supremo Tribunal Federal, Câmara, Senado e Procuradoria da República.

“Podemos afirmar é que a crise ambiental não só permanece como tende a se aprofundar tanto pelos efeitos econômicos decorrentes, quanto pelas consequências à saúde humana provocadas pelo aumento dos incêndios florestais em plena pandemia de COVID-19”, diz o texto.

Os servidores citam medidas que devem ser tomadas para a redução dos níveis de degradação ambiental na Amazônia e a recuperação da imagem do país no mercado internacional, como: proteger “a instituição de interferências políticas e de representantes institucionais sem capacidade técnica e legitimidade para tal” e preservar o órgão contra” ingerências e constrangimentos no desempenho das atribuições legais e regulamentares”. Relata também a necessidade divulgação das ações de fiscalização, planejamento de concurso público e garantia de recursos orçamentários e financeiros para a execução das atividades de fiscalização.

Ainda de acordo com o texto, “a imagem do Ibama e dos demais órgãos ambientais como instituições protagonistas na proteção do Bioma Amazônico vem sendo deliberadamente substituída pela das Forças Armadas, mesmo não sendo esta uma das suas funções principais”. Para os servidores, a ausência de medidas efetivas no órgão “aponta para o colapso da gestão ambiental federal e estimulando o cometimento de crimes ambientais”.

Uma nota técnica , divulgada em agosto de 2019 por servidores do órgão, também relatava preocupação com a condução da política ambiental no Brasil e pedia para que fossem tomadas medidas emergenciais para evitar maiores danos ao país. “Tal documento, assinado por quase 700 servidores de carreira, alcançou ampla repercussão nacional e internacional, mas foi lamentavelmente ignorado pelos decisores e pelos agentes políticos e econômicos do país. Infelizmente as previsões ali expostas se concretizaram”, destaca.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: O Globo

 

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