Justiça pede que Guedes explique fala em que chama servidores de parasitas

Entidades em Ação, Judiciário, No Governo

O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, atendeu a um pedido da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud) para determinar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, preste esclarecimentos sobre a fala em que chamou servidores públicos de parasitas.

A declaração de Guedes foi feita em fevereiro, quando o ministro comparou servidores públicos a “parasitas” ao comentar as reformas administrativas pretendidas pelo governo federal.

“O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, declarou Guedes na ocasião.

A decisão de Raposo Filho é da última sexta-feira (22/05) e determina que o prazo para resposta do ministro será de 15 dias a contar da data de intimação.

Segundo a Fenajud, o ministro vem fazendo “comentários desagradáveis” quando se refere ao funcionalismo público.

“[O ministro] Insiste em insinuar que o déficit do orçamento da União é por culpa exclusiva dos servidores públicos e demais membros da sociedade brasileira, como os aposentados. Frisa-se que o ministro em nenhum momento questiona o governo quanto ao pagamento dos juros da dívida pública para meia dúzia de banqueiros que não produzem nada para o desenvolvimento do país como nação”, argumentou a federação.

No pedido atendido pela Justiça, o órgão ainda afirma que a declaração de Guedes feita em fevereiro não é um caso isolado, e cita a reunião ministerial de 22 de abril, cujo conteúdo foi divulgado na última sexta por ordem do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em inquérito que investiga suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

“Todo mundo está achando que, tão distraídos, abraçaram a gente, enrolaram com a gente. Nós já botamos a granada no bolso do inimigo: dois anos sem aumento de salário”, afirmou Guedes na reunião ministerial.

A Fenajud diz ainda que já prepara outras medidas judiciais e administrativas contra o ministro por declarações que atacam “a imagem e a honra” dos servidores.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: Metrópoles

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