Servidores do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente protestam contra Ricardo Salles

Entidades em Ação, Pelo País, Serviço Público

Neste 5 de junho, quando foi celebrado o Dia do Meio Ambiente, o ministro Ricardo Salles foi alvo de protesto por servidores do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Eles reuniram-se na Esplanada dos Ministérios e encenaram uma festa, em alusão ao aniversário de Salles na próxima semana.

O grupo levou um bolo — que foi representado por uma maquete de uma floresta incendiada e foi derrubado por um dos servidores — troncos com placa de “madeira ilegal” e faixas com os dizeres “Fora Salles”, “Contra a boiada” e “Chega de lama”.

Segundo informações do jornal O Globo, uma das organizadoras do protesto foi a Associação de Servidores do Ministério do Meio Ambiente (Assemma), e manifestantes ambientalistas também participaram.

A analista ambiental e diretora-geral da Assemma, Tânia Maria de Souza, utilizou uma uma peruca ruiva durante o ato. Com o acessório, ela representou a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Salles também estava representado, assim como Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara.

“Optamos por essa festa de aniversário simbólica, considerando que o ministro faz aniversário na terça-feira, e a ideia de que a gente vai acabar com essa festa. Não dá para continuar essa festa, temos que resgatar a questão do respeito pela vida e pelo meio ambiente, seguindo o lema do dia do meio ambiente, da floresta em pé”, afirmou Tânia Maria de Souza ao jornal O Globo.

O ministro é alvo da operação Akuanduba, que investiga suposta exportação ilegal de madeira para Estados Unidos e Europa. Deflagrada no dia 19 de maio, a operação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O magistrado determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Salles, além do afastamento preventivo de Eduardo Bim do comando do Ibama. Outros servidores da autarquia também foram afastados.

Segundo a PF, a ação investiga supostos crimes como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando. A suspeita teria partido de denúncias feitas por autoridades estrangeiras sobre “desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira”.

 

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA: O Povo

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